terça-feira, 7 de julho de 2020


ESCOLA DR. EDSON DOS SANTOS DERNARDES
FOCA NO ENEM
AULA  6 - REDAÇÃO : A violência e o racismo estrutural
Professora:   Joelma Barreto
Data: 08/07/2020
Data de entrega:14/07



Caros alunos,

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A VIOLÊNCIA E O RACISMO ESTRUTURAL. Apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


TEXTO I

Disponível em: <http://www.juniao.com.br/Acesso em 15 jan. 2016

TEXTO II
Denomina-se cultura afro-brasileira o conjunto de manifestações culturais do Brasil que sofreram algum grau de influência da cultura africana desde os tempos do Brasil colônia até a atualidade. A cultura da África chegou ao Brasil, em sua maior parte, trazida pela escravidão africana na época do tráfico transatlântico de escravos. Traços fortes da cultura africana podem ser encontrados hoje em variados aspectos da cultura brasileira, como a música popular, a religião, a culinária, o folclore e as festividades populares.
Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_afrobrasileiraAcesso em: 11 jan. 2016

TEXTO III
Estudante de colégio particular da Zona Sul é vítima de racismo em mensagens postadas por colegas em rede social
Estudante do Franco-Brasileiro, Ndeye Fatou Ndiaye, de 15 anos, diz que racismo é frequente no seu dia-a-dia, mas que é a segunda vez que enfrenta um episódio grave envolvendo colegas de classe
      “Dou dois índios por um africano”, “quanto mais preto, mais preju”, “fede a chorume”. Essas foram algumas das mensagens racistas que alunos do Colégio Franco-Brasileiro, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, escreveram em um grupo de WhatsApp para se referir a uma colega negra que também estuda na instituição. O episódio criminoso repercutiu nas redes sociais.
      A jovem, que também mora em Laranjeiras e estuda no colégio desde que tinha cinco anos de idade, conta que descobriu as mensagens através de um amigo que participava do grupo onde elas foram enviadas. Após sair da conversa, o rapaz tirou fotos e encaminhou para a menina. Ndeye relata que o racismo é frequente no seu dia-a-dia, mas que é a segunda vez que enfrenta um episódio grave envolvendo colegas de classe.
— Qualquer pessoa negra num ambiente cheio de brancos enfrenta o racismo diariamente. Na época do surto do ebola, um aluno gritou para mim no meio da sala de aula: “volta para a África com a sua doença”.Nada aconteceu com ele. A gente olha as mensagens enviadas e pensa que é algo que se dizia 300, 400 anos atrás. Não devíamos estar vendo isso em 2020 — protesta.


Texto IV

População chega a 205,5 milhões, com menos brancos e mais pardos e pretos

24/11/2017 10h00 | Última Atualização: 12/02/2019 15h09
Entre 2012 e 2016, enquanto a população brasileira cresceu 3,4%, chegando a 205,5 milhões, o número dos que se declaravam brancos teve uma redução de 1,8%, totalizando 90,9 milhões. Já o número de pardos autodeclarados cresceu 6,6% e o de pretos, 14,9%, chegando a 95,9 milhões e 16,8 milhões, respectivamente. É o que mostram os dados sobre moradores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016, divulgados hoje pelo IBGE.
Nas pesquisas domiciliares do IBGE, a cor dos moradores é definida por autodeclaração, ou seja, o próprio entrevistado escolhe uma das cinco opções do questionário: branco, pardo, preto, amarelo ou indígena.
 A pesquisa mostra que, entre 2012 e 2016, a participação percentual dos brancos na população do país caiu de 46,6% para 44,2%, enquanto a participação dos pardos aumentou de 45,3% para 46,7% e a dos pretos, de 7,4% para 8,2%.
Há marcantes diferenças regionais na distribuição da população por cor ou raça, o que pode ser explicado pelo processo de ocupação do território. No Sul, , 76,8% da população se declarou branca, 18,7% parda e apenas 3,8% preta. Por outro lado, na região Norte, 72,3% da população se declarou parda, 19,5% branca e 7,0% preta.
A gerente da pesquisa, Maria Lucia Vieira, ressaltou que a redução dos brancos e aumento de pretos e pardos na população é uma tendência verificada ao longo do tempo. “Até o Censo Demográfico 2010, os brancos representavam mais da metade da população e naquele ano, pretos e pardos ultrapassaram”, afirmou.
Segundo a pesquisadora isso decorre de dois fatores principais: “Há a tendência da miscigenação, ou seja, que a população se misture e o grupo pardo cresça. E, no caso do aumento da autodeclaração de pretos, tem um fator a mais: o reconhecimento da população negra em relação à própria cor, que faz mais pessoas se identificarem como pretas”.


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